terça-feira, 29 de junho de 2010

Dos olhos da Loucura


Eu caio neste vale de lágrimas.
Um corpo está caído ali...
Onde está o povo?
Onde está o povo que não vai acudir?

Eu caio em minha loucura,
mas ninguém pode me socorrer.
Eu venço minha tortura,
mas ninguém pode me esconder...

Meus olhos,
meus lábios,
meus pulsos,
meu pênis,
tudo está cortado.
Eu não sou mais eu,
eu nem sei onde vive Deus,
nem onde iremos depois,
mas esta loucura,
esta visão surreal
me encanta
e me desatina, como se...
como se viver não me fosse real...

Eu caio neste vale de lágrimas.
Um corpo está caído ali...
Onde está o povo?
Onde está o povo que não vai acudir?

Eu caio em minha loucura,
mas ninguém pode me socorrer.
Eu venço minha tortura,
mas ninguém pode me esconder...

Eu e você não se pode esconder...

Eu e você não queremos mais viver...

Meus olhos cortados,
meus pulsos cortados,
meus sonhos cortados,
meu casulo de panos,
minha pena de cair,
meu mundo girando
pra onde nem sei ir...

domingo, 27 de junho de 2010

Peça de Violino n° 5


Meu nome é teu
que tanto tempo faz.
Meu nome não é meu,
apenas teu beijo me satisfaz.

Quando era criança,
quando eu ainda tinha no que sonhar,
quando tudo er'esperança
e eu contigo podia aos céus voar,

quando valia a pena esperar.

Meus olhos são frios
como o beijo de despedida.
Meu quarto ainda vive sombrio
já que tu saíste da minha vida.

No tempo qu'era criança,
no tempo qu'eu ainda tinha no que pensar,
no tempo que valia a pena ter esperança
e acreditar que o tempo tudo vai sanar,

quando tu tornasses a me amar.

Mas este tempo não vai ser meu,
este caminho já me está fechado.
Tudo me lembra o beijo e o toque teu,
mas me conformo - já não te sou amado.

Quando era criança,
quando eu ainda tinha no que sonhar,
quando tudo er'esperança
e eu contigo podia aos céus voar,

quando valia a pena esperar.

Sentir teu beijo em mim
é sabor,
é viver como se fosse hoje o fim...
Vivendo a noite final
de um sonho que acabou,
de um amor surreal...
Ter-te pra sempre, ó minha donzela,
mesmo que tudo acabe,
sempre torna a Primavera...

sábado, 26 de junho de 2010

Just a second



Nunca quis sentir teu hálito em mim,
mas teu cheiro me enganou,
me fez pensar que o começo
não era o início de tudo, era o fim!

As coisas giram em ciclos em minha mente.
Tua voz não ecoa como antes
ecoava, teu jeito nem me encanta mais.
Eu que era tão tolo - rapaz inocente.

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Por favor, se afaste de mim!
Se afaste, por favor,
este é o meu,
este é o nosso último ato, nosso fim!

Nunca quis seus presentes mentirosos,
nem sua mão de enganação,
sua voz de mentiras e seus
olhos falsos e de todo asquerosos.

Nunca senti sua voz tão perto de minha face.
Teu olhar quer me dizer algo diferente,
mas eu não estou querendo escutar!
Vá embora! Vá com o vento! De mim se afaste!

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Por favor, se afaste de mim!
Se afaste, por favor,
este é o meu,
este é o nosso último ato, nosso fim!

As coisas giram em ciclos em minha mente.
Tua voz não ecoa como antes
ecoava, teu jeito nem me encanta mais.
Eu que era tão tolo - rapaz inocente.

Nunca quis seus presentes mentirosos,
nem sua mão de enganação,
sua voz de mentiras e seus
olhos falsos e de todo asquerosos.

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

Este é o dia de tu entenderes!
Este é o dia de eu te matar!
Não se encante com minha mudança!
Não,
não tente me segurar!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Primavera


Primavera,
vera clareza,
de bela pureza
neste tempo ameno,
neste beijo d'amor,
este vento, este canto sereno
de um bem-te-vi,
de um coração
que bate apenas por ti.

A face da Primevera renasceu.
Mais uma vez, meu amor floresceu
por entre os campos que vivem em Flor,
por entre as aves que cantam o amor.

A face do Inverno já foi embora.
Nada de seu sofrer ainda aqui vigora,
nada de escuro e tristeza outrossim;
e no peito o amor renasce em mim.

Primavera,
vera clareza,
de bela pureza
neste tempo ameno,
neste beijo d'amor,
este vento, este canto sereno
de um bem-te-vi,
de um coração
que bate apenas por ti.

A face delicada e feminina
desta estação, que todos ilumina,
se faz presente nos olhares,
se faz presente pelos bosques, pelos ares.

Flora de vestido floral desfila
pelos campos em festa. O mundo regira
como se tivesse parado há milênios atrás,
como se vindo de um tempo negro, sem paz.

Primavera,
vera clareza,
de bela pureza
neste tempo ameno,
neste beijo d'amor,
este vento, este canto sereno
de um bem-te-vi,
de um coração
que bate apenas por ti.

sábado, 19 de junho de 2010

Pequena Ode


Nem sempre se pode eleger
o caminho que se quer seguir.
Nem sempre se pode viver
aquilo que se pede o existir.

A vida é um jogo de adultos, meu amigo.
A vida um jogo de astutos,
é o que sempre digo.

Nem sempre fomos o que queríamos ser,
nem sempre se pode viver aquilo que se quer.
Muitas vezes não está em esconder
o segredo de ser homem, de ser mulher.

Se te sentes perdido, abra os olhos teus
e me veja aqui,
sabes que meu tempo é todo teu.

Os caminhos nem sempre vão se cruzar,
a vida nem sempre será gentil e educada,
mas me dá muita alegria contigo contar;
amigo certo de toda a mais triste caminhada.

O segredo de nossa amizade
não é a definição simples e corriqueira!
Nossa amizade é além deste mundo,
é coisa diferente do que aqui se beira!

Você é a rosa dos meus ventos,
o caminho para onde sei que estarei acolhido.
Tu és meu mais forte medicamento,
tu és o meu maior amor, meu maior amigo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sonata para um amor eterno ou a doce vida de Senhorito Joaquim


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Senhoras
e senhores
desta terra de por aqui,
desta vila encantada,
que vive em mim, e na qual vivi.

Eu era um triste rapaz
de poucos ânimos em vida,
de poucas alegrias, eu digo sempre.
Mas desejava viver pra sempre, como
se possível fosse não morrer, virar semente.

Um dia eu pensei em pular de um prédio,
pensei em usar cordas talvez,
mas tudo me causava medo, não de morrer,
mas de sentir dor, sabe.
No fundo eu pensava em pra sempre viver.

Ser eternamente jovem como uma pedra preciosa,
guardar em si a gema de uma vida feliz
e sem limitações, sem limites para atravessar.
Um tolo devaneio de amor eterno,
uma passagem que não se lembra mais como amar.

Senhoras
e senhores
destas terras de onde eu vim,
de onde tudo era belo e
passageiro e tinha por sina o fim.

Senhoras
e senhores...

Auroras
e mortais flores...

Flores da morte.
Flores de almofadas.
Flores, flores na sacada
da minha casa, da minha tola casa...

Meu amor eterno não floresceu,
minhas rosas douradas acabaram ontem.
Minha rosa dos ventos amanhã morreu...

Amanhã morreu,
Hoje morrera,
ontem morrerá...
Tempo e espaço nos portões d'Alcalá...
-girando, girando, girando num sopro de vida...
num sopro...
de vida um sopro...

Que amanhã não mais deve soprar...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Snap, snap


domingo, 31 de janeiro de 2010

Flashs, flashs!
Meu tegretol acabou,
meu sucesso minguou,
mas eu estarei bem, baby.
Espero que aquela TV me aceite,
me coloque no ar agora,
que esta é minha última obra.

Quando eu estava naquele Studio,
quando tentava ganhar meu cachê,
eu sonhava e morria no escuro
sem ninguém a mão me estender!
Mas o show tem de continuar;
eu vou embora desta programação,
minha vida não dava para animar,
espero que minha morte vire atração.

Flashs, flashs!
Meu tegretol acabou,
meu sucesso minguou,
mas eu estarei bem, baby.
Espero que aquela TV me aceite,
me coloque no ar agora,
que esta é minha última obra.

Toc-Toc o relógio me avisa do intervalo,
vou agora me afundar no meu Tegretol,
vou me preparar para aquele home-cavalo
que me fode pra aparecer também ao sol.
Sou passado para o presente da televisão,
sou aquela que se vende por tão pouco,
morri sem perceber para meu ex-patrão,
me substituíram por algo mais belo e novo.

Flashs, flashs!
Meu tegretol acabou,
meu sucesso minguou,
mas eu estarei bem, baby.
Espero que aquela TV me aceite,
me coloque no ar agora,
que esta é minha última obra.

Minha pele perdeu a elasticidade.
Hoje não mais nada de novo, baby,
senão uma outra subcelebridade.
Eu quero que você me largue, me deixe!
Eu vou dar o que eles querem,
vou enfim alegrar a Sonia Abrão,
vou vender o produto que preferem:
terminarei minha saga com um caixão!

Flashs, flashs!
Meu tegretol acabou,
meu sucesso minguou,
mas eu estarei bem, baby.
Espero que aquela TV me aceite,
me coloque no ar agora,
que esta é minha última obra.

Baby, meu sorriso de plástico
é lindo, é mágico - trágico!
Vou indo agora para meu espetáculo,
vou indo agora - leve meu casaco!
Rezo pra você me esquecer agora,
que meu sucesso é o que importa!
Falshs, flashs pra minha aparição,
vejam eu morrer na televisão...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sul...Rio grande


sábado, 9 de janeiro de 2010

- Você sabe o quanto,
o tanto que amo,
mas você...
devia era morrer.

Lhe esperando eu fico
até altas horas, sim!
Mas você...você não é amigo
nem inimigo outrossim.

Você sabe que eu lhe espero,
que poderia morrer azul,
se você viesse...
se viesse de longe, do Sul.

Não minta pra mim!
Não minta, não me fira assim!
Diga a verdade sempre,
diga, diga apenas o que sente!

Quinze minutos, nada mais!
Você sempre me engana,
me ludibria, me rouba a paz
tão fria, tão desumana.

Você sabe que lhe desejo,
que poderia ser amante,
se você viesse...
se não fosse tão longe o Rio Grande.

Não minta pra mim!
Não minta, não me fira assim!
Diga a verdade sempre,
diga, diga apenas o que sente!

-Não me destrua!
Assim não!
Minha carne é sua
até o dia de amanhã,
que o tempo é puta pagã,
sem comandante,
sem eterno amante
para viver, para amar,
pois o tempo tudo,
tudo pode apagar.

domingo, 13 de junho de 2010

Vampiro


sábado, 19 de dezembro de 2009

"Não cheguei
aqui por acaso,
não vivi
para o ocaso..."

Olhe pra mim!
Este é o meu jeito
de viver,
de me matar outrossim!

Mas as pessoas dizem que
você,
que você é um vampiro!
Sim!
Você é um vampiro!

Ele quer morrer e ser morto,
ele quer seu rosto,
seu corpo, triste donzela!
Ele não quer...Ela?
Não mostre seu quarto...
Não mostre!

Mas as pessoas dizem que
você,
que você é um vampiro!
Sim!
Você é um vampiro!

Você comeu minha alma!
Você jantou minha calma!
Eu me vejo no espelho de seu olhar,
eu me perco e não posso nem me achar!

Você comeu minha alma!
- Aquele jeito de olhar...
Você comeu minha calma!
- Aquele jeito de dançar...
Ele, ela, vocês e a Primavera...
Sim...
Não diga que não foi você!
Não passe na minha frente,
não...
Não me tenha por inocente,
que a vida me ensinou a pecar...
Que o tempo...o tempo vai te matar.

sábado, 12 de junho de 2010

A maçã, Satanás e a epopéia humana


domingo, 6 de setembro de 2009

Tu penteces,
tua mente,
tu mentes
para poder viver.

A maçã foi movida
por tua mão,
mas tu a serpente culpaste.
Tua mente
se perde no passado que tu inventaste
para afirmar tua força tola,
afirmar que tua voz não é louca.
Tu pertenceste a um reino
sem rei e sem Mágico de Oz,
que tua mãe criou para te iludir.
Tu criaste um mundo arcaico
com livros e santos virgens,
mas eles não fizeram sexo?
Tua mente mentiu para meio
mundo quando disse que foste tu o rei de Sião!
Tua mãe,
tua mente mentiu para as gentes do mundo.
Tu moveste o mundo inteiro,
criaste uma cidade com sua Torre Central,
fizeste a ponte do milênio,
tiveste a chance de mudar,
mas preferiste morrer sem graça.

A maçã foi movida,
mas o cavalo do tempo
culpou Satanás,
mas foste tu que a moveste.
Tu construiste as vidas
e as mortes de Jerusalém
pelo simples desejo de ver teu Messias.
Tu mataste em nome de Deus,
tu e tu sem a paz de um mero adeus.

Quando o tempo se fizer eterno e sem mágoas vagabundas,
tua mente e tua história serão lembradas como verdades
de uma terra, de uma era parca de razão e de todo imunda,
que a mais torpe das feras naturais, a fétida Humanidade,
se fez soberana de um mundo pagão,
onde a luz e a paz não eram a razão.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Icarus

" o que separa o homem do céu
é a terra que o prende no seu chão,
são os sonhos que não têm como voar além,
são as paixões que tornam o homem um ser maior
que as nuvens do céu, maior que o sol também..."




SEXTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO DE 2009


Você que voa acima do Céu,
voa longe da terra,
sobre as mais altas nuvens,
perto dos Deuses e da Lua.

Rápido e belo voar este seu,
você que é filho do Sol,
e que voa por cima das
montanhas
mais altas, como pássaro-homem.

Arte prima do saber humano
levando
Icarus vai...
Cada pena de sonho e de ilusão
que ele plantou leva consigo.

Icarus, que belo voar.
Ao som de uma cantiga romena,
ele vai...vai por entre os pássaros.
Pássaro-homem ele é.

Há um lugar perto de Sol
onde eu posso lhe ver,
Icarus. Eu posso lhe ver voar
lindo e doce como o ar.

Até os olhos do Oceano
invejam o
balé de Icarus no céu,
nos céus que foram proibidos para homens,
mas que
Icarus pôde voar por entre.

Ensina-me a ter coragem,
se eu falhar,quero poder recomeçar,
quero voar!
Icarus, como você eu quero!
Todos os ventos lhe beijam....

Icarus...

Icarus...

Icarus...

Na preta rocha que sobrou,
eu vi o corpo de um homem,
que desafiou os Deuses
e que até a face da Lua voou.

Há dias que seu corpo caiu
nas encostas negras,
como se nada fosse mais pesado,
como rápido nasceu e sumiu.

Já desde antes disseram que ia ocorrer,
que não se deve desafiar o que
nos oprime, mas Ícaro tentou ir contra,
tentou lutar, buscou sempre vencer.

Mas a Lua e seus Deuses escravos
não quiseram que Ícaro abrisse
as portas dos Céus, queriam
sempre os homens submissos, calados.

Ícaro...

Ícaro...

Ícaro...

Volat...
Volat...
Icarus volat...
In excelsis Icarus volat...

Luna domina mundi est,
sed Icarus coelis imperator est...
Coelis...Pulcher coelis...
Quid Icarus sicut semper...
Volat...
Icarus in excelsis volat...

Icarus...
Icarus...
Icarus...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estrela Errante

"quando se pensa em sorrir,
quando se pode apenas sorrir,
uma estrela se pode ser...
um beijo de amor e um sorriso de prazer"




SEXTA-FEIRA, 24 DE JULHO DE 2009


Estrela errante,
de face igual,
de tez mutante,

como lua que é,
como homem-mulher,
que nasce igual a mim
e se desfaz antes do fim.

Estrela errante
de um mundo caído,
de um beijo infante,

como uma luz final,
como um sonho mortal
ao luar de um novo dia,
ao som duma triste sinfonia.

Estrela,
Estrela,
Estrela errante,
luz de uma aurora negra,
esplêndida em sua tristeza.
Estrela,
Estrela,
Estrela errante,
que ora se abre ao sol da manhã
e ora se fecha como virgem pagã.

Depois da Tempestade



SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2009


Depois da tempestade há alegria,
Há coragem, há uma moradia
Para aqueles que perderam,
Para aqueles que sofreram.

Depois da tempestade há calmaria,
Na qual se revela belo o dia,
Na qual as dores já não doem tanto,
Na qual dos mortos me levanto.

Depois da tempestade, caro amigo,
Há um lar, há um abrigo
Para aqueles que amaram,
Para aqueles que lutaram.

Depois da tempestade, eu vi
O quanto eu lutei e quanto sofri,
Mas agora não há o que chorar,
Porque o Tempo já se põe a caminhar.

Depois da tempestade, um sorriso,
Um abraço de um amigo
É o maior e mais querido presente
Para quem morreu inocente.

Minhas esperanças se findaram
E meus desejos se acharam
No momento que eu lhe busquei.
Mas agora eu me reencontrei.

E uma luz de Alegria
Jaz no fim da agonia,
Como se a tempestade passasse
E a luz do Sol a brilhar tornasse

AVISO!!!

Pessoas e pessoos deste blog(oi?), vamos(eu) fazer um período de flashback deste brog! Vamos colocar uma seleção de posts antigos e talz, para que todos possamos reviver os sentimentos deste que vos fala.
Tá bão?

Deivide de Sousa Oliveira

Em nome do Senhor...Amém...



***

"Grande Deus,
Pai eterno e do mundo,
senhor de tremenda doçura e amor,
ser puro como a mais límpida fonte
da mais doce água do mundo,
onde tu estás?
Por que não responde meu chamado?
Por que tu te calas ante tantas atrocidades?"
Por que?

***

Lá vem as santas beatos do Vaticano!
Corra, meu amor! Corra!
Lá vem Jesus com suas espadas para te matar!
Corra, meu amor! Corra!

As espadas apontam para tua face de terror!
Tu choras pois sabes que morrerás,
mas tu não te esqueces de que ninguém mais te amou
do que eu...Tu não te esqueces...

As espadas vão cortar teu sexo fora, tua língua também...
Mas Deus vale a pena! Tenha fé no sangue
de Jesus e nos olhos de Maria! Tenha fé e diga o santo amém,
porque Ele vai te ouvir...talvez...

Sarcedotes chupam pênis com prazer,
mas tu não podes fazer isto!
Papas mentem com grande vontade,
mas tu não podes fazer isto!
Igrejas matam, enganam toda uma cidade,
mas tu não podes fazer isto!
Tenha fé em Jesus Cristo, o Salvador!
Tenha fé que Maria vai te perdoar por amor!

Lá vem as santas beatos do Vaticano!
Corra, meu amor! Corra!
Lá vem Jesus com suas espadas para te matar!
Corra, meu amor! Corra!

Não me peça para te beijar esta noite,
que o tempo de tu morreres está perto!
Eu te amo mais que tudo, mas teu beijo
não me permitido - Tu vais ao Inferno!

Toda noite então eu vou chorar por ti,
vou me lembrar dos dias que vivemos,
mas teu nome é pecaminoso e diabólico.
Ao Deus dos condenados glorifiquemos!

Glória a Deus Pai!
Glória aos anos de escuridão!
Glória a Jesus, nosso irmão!

Maria concebida
sem pecado,
onde está teu rosto,
por que te escondes no sagrado?

Meus seios já doem de tanto tu chupares!
Pare de chupar meus seios, por favor!
Pare,
pare que Jesus isto não aprovou...

Lá vem as santas beatos do Vaticano!
Corra, meu amor! Corra!
Lá vem Jesus com suas espadas para te matar!
Corra, meu amor! Corra!

Na lua cheia de teu olhar,
eu vejo tudo que é sagrado me amar,
mas, ao mesmo tempo,
teu cheiro me abate um sofrimento,
uma vontade de ir contra a Religião,
mas não posso fazer isso, não!
Tenho de glorificar a Santa Igreja,
as relíquias que minha mãe deseja...

Lá vem as santas beatos do Vaticano!
Corra, meu amor! Corra!
Lá vem Jesus com suas espadas para te matar!
Corra, meu amor! Corra!

***

Dança da Escuridão

Ela se vestiu como a mais bela mulher.
A noite parou e os ventos também.
Nas igrejas nenhum grito de fé
nem sequer algum parco amém.

Ela sai de casa como se o mundo fosse seu,
atravessa a rua, larga rua por sinal.
Ela perpassa as nuvens da noite e todo seu breu.
Para ela nada mudou, tudo está igual.

Ela não pensa em parar,
ela não quer cantar,
ela...
Cantar quer ela não,
mas sua voz cai no chão
e se quebra em mil pedaços.
Ninguém pode juntar
***

Não me beijes na frente de todos, não!
Corra!
Tire de mim suas delicadas e torpes mãos!

Corra!
Fuja!
Morra!
Morra!

Eu te amo, meu amor,
mas nosso amor não é religioso!
Tu me fazes pecar!
Tu me fazes cair em tentação!
Deus pai!
Deus pai!
Mate-o com minha mão!!!

Morra!
Vá para o inferno, meu amor...

Corra desta vida
e encontre Satanás!
Encontre a liberdade
deste mundo de humanos!
Corra, meu amor...
Não te esqueças que apenas eu te quero,
que apenas eu, no fundo...

No fundo eu apenas te amo...

***

Antifona Gratiae

Louvemos,
ó louvemos,
que Deus se faz nato
entre homens
de boa-ventura,
de bom agrado!
Louvemos que Deus, Pai Celestial,
nos ama com ímpeto rotundo,
como nunca antes ninguém igual
na orbe da terra, na face do mundo!
Louvemos,
ó louvemos,
que Deus se faz nato
entre homens
de boa-ventura,
de bom agrado!
Maria, Mãe éterea dos cristãos,
pôs em Deus sua fé descomunal,
e Deus fez dela a fonte do Pão
que celebramos a vinda no Natal!
Louvemos,
ó louvemos,
que Deus se faz nato
entre homens
de boa-ventura,
de bom agrado!
E o fruto de Deus é nato!
Por entre anjos e querubins devemos cantar,
que nosso Jesus, filho emulado,
veio para das ordas infernais nos salvar
***
E todo o homem deve cantar as glórias do senhor.
E todo o homem deve amar, assim fez o senhor...
***
Amém

terça-feira, 8 de junho de 2010

Die Hoffnung


Quando o dia começou, ele apenas sonhava com a boca que tinha ido embora no outro dia, no dia anterior. O sono de nada lhe serviu, porque seus olhos ainda viam o rosto de seu amor, sua boca ainda tinha o gosto daquela língua, seu cheiro ainda estava misturado com o suor que tanto amara.
O dia demorou a passar. O tempo pouco correu e tudo conspirava contra o reencontro diário. Os dois se viram, finalmente. Tudo queimou em seus corpos. A noite era a única testemunha.

domingo, 6 de junho de 2010

Tu me abandonaste...


Ele disse um pequeno adeus.
Ela perdeu o tempo,
seu espaço vital enfim morreu.

Ela não tinha muito o que falar,
não havia o que se dizer,
pois ele ia embora; e ela ainda ia amar.

Por dias e dias ela pensa em morrer,
tentou esconder o que a torturava,
mas uma vida de mentira não se pode ter.

Ela disse um pequeno adeus ao final,
tentando esconder o que sentia,
tentando fingir ser mais forte que o real.

Ele não sentiu nada demais,
ele não sentiu nada demais,
e ela viveu, morreu,
perdeu, no mesmo instante, a paz.

Ele não quis mais nada com ela,
ele não quis mais nada com ela,
e ela ainda esperou pelo fim
do inverno e chegada da primavera.

O espelho não mostra mais nada, Carolina...

O espelho de teus olhos se findaram, minha menina...

E eu nem tive como dizer o que eu queria...

Nem tive como te revelar o amor que nutria...

Ele disse um pequeno adeus.
Ela perdeu o tempo,
seu espaço vital enfim morreu.

sábado, 5 de junho de 2010

Ela não é...sua...



“She's got both hands in her pocket
And she won't look at you, won't look you at you
She hides through love en su bolsillo
She's got a halo around her finger around you



Mão em todos ela tem!

Sua boca fagueira!

A ela todos dizem amém!

Gentil seu olhar,

Quente fogo do sexo,

Prazer em forma de altar,

De um Deus desconexo.

Batom margenta

Em lábios profanos.

Seu amor é uma tormenta

Para aqueles que a querem.

Todos os homens a desejam,

Todos seus fluidos expelem

Enquanto a almejam.

Limpe seu corpo

Com o tecido mais caro

Que aquele rico tolo

Lhe ofereceu! Diva sexual,

Teu corpo é desejo de varões,

Teu desejo é tesouro sem igual,

Tuas ânsias são fugazes quais trovões.

Ela não te quer como homem!

Ela não te quer na alcova do prazer!

Fuja que estes corpos já a consomem

Na cama que tu queres poder ver!


“She's got both hands in her pocket
And she won't look at you, won't look you at you
She hides through love en su bolsillo
She's got a halo around her finger around you”

Último Adeus...

"Le mal est entré
Meilleur ennemi
Il sait m'abandonner
Me ramener près de lui"



Meu sinal de Pare

Tu ainda não consegues enxergar!

Cansei de sofrer

Por tua causa! Cansei de te amar!

Agora é cada um por si

E cada “se” não tem mais razão de ser!

Cada hora perdida

É muito para quem tem por que viver!

Quanto mais me aproximo,

Quanto mais me torno o antigo,

Percebo que é melhor estar longe,

Que assim tu não me és perigo!

Cansei de tanto sofrer por esta vida!

Eu tentei até fazer poemas mais felizes,

Mas tu és pouco para eles!

Esta é nossa hora final, nossa despedida,

Pois um adeus é o que nos cabe!

Meu sinal de Pare

Tu ainda não consegues enxergar!

Cansei de sofrer

Por tua causa! Cansei de te amar!

Agora é cada um por si

E cada “se” não tem mais razão de ser!

Cada hora perdida

É muito para quem tem por que viver!

Eu não falo de passado inacabado,

Nem de coisas do tipo, meu amor!

Só sei que nada nos liga mais,

Senão aquilo que um dia nos separou!

Cansei de sofrer deste modo tão tolo,

Como se tudo fosse tão importante assim,

Como se nada fosse substituir o teu corpo,

Que nem era tão bonito quanto eu pensava,

Pois é um último adeus é o que nos cabe!