sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 - (Re)Começo

Eu me conheço,
vou ser novo, recomeço!
Eu sei que vou mudar:
se hoje sou eu água,
amanhã bom vinho meu gosto te dará...



Depois da tempestade
de minha vida passada,
agora minha sanidade
é própria, recuperada.
Não vou deixar psicotrópicos
ditarem meu humor!
Não vou deixar ninguém mais
me ferir sem sentir dor!

Lutarei por mim mesmo
como nunca antes alguém lutou!
Vou escrever meu nome no seio lunar
e fazer amor com o mundo até ele acabar!

Brigas, pílulas, mais nada
vai ditar a minha doce alegria,
que será a minha única escrava
proibida de alguma alforria!
Não vou deixar o passado
voltar e cobrar o que levou!
Não vou me calar ante o erro
de quem errado me apontou!

Não serei o segundo no
plano, serei o melhor ator!
Vou escrever meu poema e me amar
como nunca antes eu me fui notar!

Melhor serei
do que entrei!
Meu amo, meu rei
eu de mim mesmo serei!
E nada vai me parar,
nada vai me fazer chorar.
No mundo cairei
e apenas voltarei
quando tudo em mim se modificar!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Na parada de ônibus

Abro meu sorriso
e finjo ser feliz,
mas a felicidade é tão vazia,
que fingi-la sempre não consigo...
Mas sempre eu não consigo...


Na calçada
esperando o 'bus de sempre.
Algo do mesmo
jeito, nada há de tão diferente.
Pessoas passam toda vida
e tudo continua do mesmo jeito, então por que você ainda não passou?
Por que você não passou ainda?

Alguém podia dar o sinal para parar...
Alguém podia me reensinar a amar...

Onde você estava
todo este tempo que sofri não importa.
Nem mesmo sei
se realmente te amei de fato agora.
Tudo acaba nesta porra de vida
e tudo vai continuar a se findar, então por que você ainda não acabou?
Por que você não terminou ainda?

Esperando as coisas passarem e pegá-las na parada próxima,
mas algo na cidade ainda me cheira seu nome, sua carne pródiga.
As lembranças me fazem esquecer de mim e pensar no que foi,
mesmo histriônico, acabo me deixando sempre pra depois!

Alguém podia dar o sinal para parar...
Alguém podia me reensinar a amar,
já que você foi embora e levou meu amor consigo,
já que agora nada me é tão bom quanto o que me foi perdido...

Estive em todos os lugares nos quais estivemos um dia em vida
e a cidade continua a sempre me lembrar de nossa ilusão perdida,
que apenas quando você deixou de sonhar me tocou o coração,
que apenas quando para você acabou vi o tamanho de minha paixão...


Alguém podia dar o sinal para parar...
Alguém podia me reensinar a amar,
já que você foi embora e levou meu amor consigo,
já que agora nada me é tão bom quanto o que me foi perdido...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Lado Polar



Viver os dias,
as horas num passar
de olhos, demoras
que nem sei começar.
Viver numa casa
sem teu cheiro
ou longe de tua voz
e sempre me lembrar de esquentar a água para tu te banhares,
e sempre será sempre do mesmo jeito antes de retornares.

E passo tudo isso aqui sozinho,
esperando teu retorno de longe.
E fico aqui pensando com carinho
no que passou e se ainda pensas em mim, meu anjinho.

Ficar aqui calado,
sentado na varanda
de nossos sonhos
de uma vida melhor
ou de algo diferente
do que nos é o hoje,
algo além do que somos
e sempre nos lembrar de que o amor pode ser mais do que um mito,
nos lembrar que eu sou teu aliado e que eu tenho em ti um amigo.

Passei tudo isso agora sem ti,
temendo o passado e seguindo
o correr dos dias. Eu sei que perdi
teu sorriso e teu café nunca mais será pra mim, mas ainda estou aqui
a cantar os sonhos que eu matei
e as noites que eu ganhei
acordado pensando em ti,
numa imagem que vinha e saia,
de um rosto que caia
na lagoa do esquecimento.
Eu só lamento que este
rosto tenha sido o meu em ti...

Não direi que t'esqueci,
mas eu digo que eu sei,
eu sei e creio que agora é o fim,
agora eu pra sempre te perdi...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estradas que não levam ao sossego



Tarde demais para novamente tentar.
Amanhã tu tens trabalho e eu
cedo devo me levantar. Deus sabe
como eu queria não mais escrever sobre
ti e sobre o como sofro com tua ausência,
mas sua falta ainda fere minha existência.

Não quero mais ligar e dizer um monólogo ao telefone,
nem mais sucumbir ao peso inexorável de teu nome...
Não quero mais chorar por ti e saber que não fazes por mim,
nem saber nada de ti, nada desta porra de Quixeramobim...

As redes sociais já cansaram de me ver falando de ti
e de como ainda te amo. Não queria ser repetitivo,
mas no fundo eu sei que não consigo fingir que
tudo está muito bem, que eu consigo viver bem sem ti.
Eu não quero fingir uma coisa que não pode ser,
da mesma forma como não quero mais assim viver.

Espero que tu sejas feliz onde estiveres, meu amor,
mesmo que ainda em mim reste algo que não terminou...
Espero que tudo esteja bem aí onde vives longe de mim,
onde eu nunca serei contigo, aí em Quixeramobim...

Deixei cair meus sonhos ante teus pés,
e ,calçados, eles pisaram no meu coração desfalecido.
E doeu saber que o amor que te dei
não teve a mesma chance de perdão presumido
quando ao pedido meu...
Deixei morrer o que havia de bom em mim,
e, ansioso, esperei por tua volta e tua percepção
de que nada podia ser melhor que a gente
juntos e felizes, mas foi uma pura ilusão -
nunca mais retornarás...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Desejo no Escuro



Toque leve e algo mais forte
diante da noite caída,
beijada pelas bocas sangrentas,
cheias de dentes das pessoas
do mundo e do submundo noturno.
Ao fundo, algo novo se diz
que vai ocorrer, mas, na verdade,
tudo é novo quando se renasce a cada dia.

Falaram que o amor pode me curar
de minha ânsia pelo vazio, mas
nada é mais pleno do sentido
quanto o anti-sentido das coisas.
Não se valorize nem seja soberbo
ao se achar importante, que a vida é tênue
e o que separá ela da morte é apenas
um pequeno punhado de ar que em ti costumar entrar.

Nas minhas contas, eu beijei a noite
inteira e ainda fiz amor com as estrelas
ao som de teu canto sepulcral,
mas eu sei que não foi bem feito
posto que ainda não senti a dor de teu corpo
em mim nem em meu quadril. Eu quero dançar
ao som das marchas de carnaval em Veneza
e beijar o chão das ruas e fazer amor com a sarjeta.

Mãos e dedos imprimem um relevo
diferente na minha alma, e percebo
quando posso entrar na sua vida e
comer sua seiva vital, qual fizeram antes
de se criar alguma fé dita real. Mas o sol
já intenta despontar ao horizonte azul-confuso.
Não quero ir embora sem antes de dizer o quão
fui feliz por ter algo por esta noite dentro de mim.

Este é o meu desejo noturno.
É isso o que quero, não seja taciturno
e me mate no vazio do escuro...


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

As Paradisiacais


Anéis giram ao meu olhar,
saturnando pelos ares do mar
ou além de onde posso ver
eles se beijarem, posso os perceber...

E diziam que os planetas todos iam terminar
quando 2000 ou aquário ao braço norte voltar,
mas o mundo nem as terras de por aí sabem
de nossas contas celestiais nem de nossos pactos
com deuses e entidade irreais. O mundo não
terminou de começar, todo final
é um novo início e um novo despertar...
Estrelas brilham no céu de Cassiopeia,
e eu quero viver esta Odisseia,
a aventura inominável de viver humanamente,
de nascer sabendo que sempre há um fim na frente
Paradisiacais são os terrenos do além daqui,
com suas virgens e ninfas celestiais, cheias
de seios e vaginas para se fecundar ao deus mar!
Os testículos caindo por sobre o oceano
e fecundando as terras marítimos como o sêmen
humano, pleno de adstringência e odor sanitário,
que nem o centaura poderia saber onde é o Sargitário...

Estrelas brilham no céu de Cassiopeia,
e eu quero viver esta Odisseia,
a aventura inominável de viver humanamente,
de nascer sabendo que sempre há um fim na frente
O sol vestido de ouro e com sua vestimenta estelar
enche o salão do vazio com sua luz, seu luminar,
mas são as jovens luas que respondem ao beijo
divinal dado por Javé ou por Zeus...Se sabe onde
tudo pode ter terminado, mas o começo sempre é dúvida
em mim e naqueles que quiseram se perguntar...
Eu continuo respondendo ao deus dentro de mim...

Estrelas brilham no céu de Cassiopeia,
e eu quero viver esta Odisseia,
a aventura inominável de viver humanamente,
de nascer sabendo que sempre há um fim na frente
E eles dizem o que quiserem a respeito do beijo inicial,
se foi de uma mulher para um homem, se de homem para homem
ou se de Vênus à Artemis...O universo dança silencioso
o seu minuet de consternação...A sabedoria universal
dos astros moventes ou dos cometas de poeira espacial
gira meu sonho de te ter aqui, Lua. Gira meu sonho der ser
interminável no meu desejo humano de um dia ser rememorado...


sábado, 10 de dezembro de 2011

E-poesia



Pedaços de meu passado
circulam nos escritos.
Sementes de um ser amado
ou algo além disso também.
Uma peça de carne nua
que chama o prazer para si.
Uma peça de teatro em mim
e um segredo que não se pode saber.
Aqui em mim é frio e o calor
lá fora nada pode esquentar,
nenhuma das faces poderá...

Na minha poesia de sexo
eu não citei teu amor,
nem citei o orgasmo
que me deste, porque
sabia que era muito
grande para um poema qualquer.
Existe algo de pagão em tua voz,
no teu jeito de dizer coisas sóbrias,
mas minha cegueira ébria não
pode ver teu beijo me abarcar...

E eu me fecho no azul de meu humor,
cercando as notícias de ti e coisas de amor
que eu não queria novamente acreditar,
mas que mais uma vez dançam a me enebriar...

Existe algo de pagão em tua voz,
no teu jeito de dizer coisas sóbrias,
mas minha cegueira ébria não
pode ver teu beijo me abarcar...

sábado, 19 de novembro de 2011

Depois do Juízo(FINAL)


Vinha sabendo que ia acabar.
Desde o começo eu sabia.
E agora não vou dizer que não
nem que foi uma surpresa.
Às vezes é difícil aceitar,
mas tudo que começa um dia vai acabar!

Nós andamos por séculos nesta de viver aqui
e fizemos o mundo como quisermos fazer;
agora é hora de dar adeus para o mundo e partir
para onde o destino queira nos perder.
Nos resta apenas a melhor roupa vestir
e seguirmos finos para o final que nos foi caber!

Na cidade todos correm para onde
se possa fugir do Fim, mas é
tolice: em nenhum canto se escapará
da navalha que todos nós matar vai!
Mas às vezes é difícil aceitar
que tudo o que começa um dia vai acabar!

Nós andamos por séculos nesta de viver aqui
e fizemos o mundo como quisermos fazer;
agora é hora de dar adeus para o mundo e partir
para onde o destino queira nos perder.
Nos resta apenas a melhor roupa vestir
e seguirmos finos para o final que nos foi caber!

***

O mundo acabou e as eras tiveram um final.
Nós nunca mais tivemos um do outro sequer sinal:
eu não te liguei mais e nem você muito menos o fez.
Eu sempre quis ligar, mas você, não, talvez!
Nós podíamos antes olhar para trás e sentir saudade,
mas, agora que o tempo comeu toda a humanidade
e nos fez pó de nada mais, nem isso mais temos direito,
já que tudo se foi com o presente. Serei o primeiro
a sentir a eterna falta de seu sabor, mas me permita
morrer de forma elegante, bela, jocosa e bonita.
Vou me vestir bem para o último ato da cristandade,
vou me vestir bonito para o final da humanidade!

***

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Corpo-copo




Quero te dar um presente além do sexual.
Escrever algo de ti no meu libidinoso mural.
Às vezes dói doar-se assim como foi,
mas a dor vem não antes, chega depois

Doses a mais de vodkas vencidas de pureza
e eu já rodo teu corpo sem muita delicadeza.
Como posso respeitar teu espaço se em ti
o minha nova fonte d'alegria fui descobrir?

Derramei meus beijos no teu copo
e bebi minha Artois no teu corpo.
Será que me embriaguei de ti, honey?
Acordei feliz e bebo de teu beijo-champanhe.

Vinho vermelho e pequenos delitos para começar
nossa noite de festa. Esperei na fila até cansar
por um momento dentro de tua cama, querido.
Apenas queria dormir mais uma vez feliz contigo.

Música pop e luzes a fazer nosso mundo tremer.
Copos e garrafas por onde posso eu te ver,
mas uma dose a mais me fez beijar teu corpo
e caí sob teus braços nu e sedento de ti, louco.

E eu derramei meus beijos no teu copo
e bebi minha felicidade no teu corpo.
Será que me embriaguei de ti, honey?
Acordei feliz e bebo de teu beijo-champanhe

Beba-me qual uma Artois.
Não tema, não sou de matar!
Apenas não me deixe longe,
não me faça esperar
pela próxima dose de ti,
pela próxima dose...quero mais
sempre agora que já te bebi.

Poema Lunar

Ao som da Lua e do panteão de estrelas celestiais,
saímos às bacanais, saturnais, e cantamos, bestiais,
a vida e o correr para a morte, que chega sempre
e que nunca se faz tola ou mera viúva inocente...

Ao som da Lua eu vou citar um poema lunar, baby




Eu vou citar um poema lunar,
criar um amor novo pra mim,
tecer elogios ao beijo solar
e rezar para, enfim, a noite chegar!

Eu vou criar a Lua pra mim,
fazer amor com o escurecer,
beijar os fiapos áureos de cetim
e viver como se nunca fosse fim!

Vou citar um poema lunar!
Rezar para a noite chegar,
chegar e provar o sexo do Luar!
Citarei a Lua no meu poema
e não haverá fogo nem pena
que o possa apagar, apagar!

Eu vou citar um poeta morto
e vou fazer amor sem chorar,
porque cansei do coração roto
por amores de ímpeto torto!

Eu vou te citar no final
e dizer que doeu aquela noite,
mas que senti gana sexual
de mais uma vez ser teu animal!


Vou citar um poema lunar!
Rezar para a noite chegar,
chegar e provar o sexo do Luar!
Citarei a Lua no meu poema
e não haverá fogo nem pena
que o possa apagar, apagar!

Vou citar um poema ao luar,
fazer amor ao cheiro das falésias,
te ver e querer na noite te amar
sem nem mentir coisas sérias.
Vou citar um poema lunar, baby!
Eu vou rezar para a noite chegar,
chegar e provar teu sexo no Luar!





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Meu Umbigo



Não pisque para mim, gata!
Não pisque! Assim me mata!
Não quero teu dinheiro, baby!
Não quero teu sexo perfeito
nem cheirar tua coca no umbigo!
Quero apenas tu aqui comigo,
mas sem isto de amor ou paixão!
Não pisque para mim, gata!
Não pisque! Assim me mata!
Não desejo teu corpo em mim
nem senti teu cheiro de carmim
ou coisas do mesmo sentido;
eu quero tua boca no meu umbigo
e apenas isto eu quero, baby!
Me diga se é bom,
me diga se é legal
viver a vida qual bonvivant,
viver além do bem, do mal!
Não, não pisque assim, não!
Tu me deixas em desilusão
com isto de se apaixonar,
com esta nova de amar!
Deixe de besteira e beije,
me beije logo, baby,
mas não vale qualquer lugar,
não vale assim de perdido!
Baby, beije, me beije
no meu lindo umbigo.

Siga a seta para além do pecado e do asco.
Siga a seta para além do pecado e do nojo.
Eu quero beijar teu umbigo e morder teu pescoço
e assim eu vou fazer, como sempre faço.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A sereia e a paixão



Tu chegaste faz pouco tempo.
Nem tive tento de pensar muito
antes de me aventurar em ti,
nem mesmo minhas mudanças percebi.

O mundo parece mais belo
e até menos louco quando perto
de ti eu estou.
O mundo parece mais singelo,
algo em tons pastéis...espero
de ti o amor.

Sei para onde seu olhar se vira.
Posso ver o passar da vida aí,
por entre as janelas de seu olhar,
por entre a cor azul-verde estelar...

O mundo parece mais bobo
e até, quando de perto, menos louco
por que aqui me és o amor.
O mundo parou de ser tolo,
quando em ti meu amor fez pouso
e de lá querer sair não mais tentou.

As faces podem mudar
e as personas outrossim,
mas você perverteu meu ego
e desmembrou minha razão.
Agora quero ser cúmplice
de nossa loucura pueril,
de nossa primavera feita paixão.

Nossa cúmplice criação...
Algum beijo outro não...
Cúmplice de um amor sem fronteiras,
algo além do mar e de suas sereias...



domingo, 16 de outubro de 2011

Labuta Empresarial



Um fundo musical aqui
no quarto e uma vontade de beber
algo além de meu tédio.
Diz-se que éramos livres
e que era permitido tudo fazer,
viver sem ser genial ou néscio.
Fazer o que se deve fazer.
Fazer o que se faz por dever.
Vício de minha sociedade empresarial,
costume derradeiro, meu vício final.
Fechei meus olhos e me veio
a obrigação de acordar cedo amanhã,
me veio a noção da obrigação.
Tão bom quando eu era um tolo menino
comendo melancia e uma suculenta maçã,
sem pensar no olhar ferino do patrão.
Fazer o que se deve fazer.
Fazer o que se faz por dever.
Vício de minha sociedade empresarial,
costume derradeiro, meu vício final.


Desejaria não ter o que fazer
nem uma ruma de noites a perder
para algo assim tão sacal,
por algo assim tão comum, tão banal.
Desejaria ter nascido rico
e num país mais avançado. Preciso
de paz e algumas chances de ser feliz,
algumas chances de viver como e da forma que eu sempre quis.



domingo, 9 de outubro de 2011

Nem f#$% nem sai de cima



Convenientemente você me mantém.
Espero a chance de ser algo além,
mas já notei o que você realmente deseja.
Não há em mim vontade ou certeza
de querer abandonar, mas dói saber
que sou mantido apenas para o prazer
que deseja sempre manter a custo qualquer,
sem se importa comigo, sem nem sequer...

Você nem f#$% nem sai de cima de mim!
Você não faz nada mas me deixa assim,
me faz esperar algo que eu sei que não virá,
mas planta em mim a dúvida que lhe servirá!
Nem f#$% nem sai de cima.
Você me acaba! Me desatina!

Convincentemente você - seu idiota - me fez refém
de sua ausência e de seu jeito de dizer "meu bem"!
Esperar cansa demais e eu não tenho a vida para isso!
Eu quero algo mais certo e menos difícil - eu preciso!
Fale comigo e diga algo além de desculpas idiotas,
que eu já cansei de me enganar com sua lorotas!
Você pensa que existe apenas você no universo?
A vida é para todos assim como da noite sou réu confesso!

Nem f#$% nem sai de cima.
Nem me ama nem me fascina.
Fale e diga algo útil.
Sei que isso é difícil
para quem só sabe apenas mentiras dizer.
Hey hey baby, eu cansei de você!

sábado, 8 de outubro de 2011

Amar sem viés



Noite cai sozinha, sempre chata, sem brincadeira.
Eu me acostumei à ausência de tudo
e com minha eterna presença companheira,
mas às vezes faz falta ver cara de gente
pelas ruas da cidade repleta de sujos e sujeira!
Hey naquele dia eu não disse nada de tão grave assim
e você entendeu tudo trocado, tudo errado!
Hey eu não queria que você se afastasse de mim,
mas não vou correr atrás e querer ser perdoado!

Agora eu sei que você não entendeu nada que eu disse.
E, pelo jeito, não o faria nem se eu mil vezes repetisse!
Baby, como você se sente me fazendo mal?
Espero que isto de agrade de maneira surreal!
Hey, baby, deixe-me com meus papéis:
eu não quero te amar com este terrível viés!

Nada que eu fiz pareceu valer a pena, anjinho,
depois que você decidiu que eu tinha ruim sido
e com minha cara ter brincado de queridinho,
mas eu não quero ter vingança nem ficar ressentido
com a falta de seus beijos e de seu carinho!
Hey naquele dia eu não disse nada de tão grave assim
e você entendeu tudo trocado, tudo errado!
Hey eu não queria que você se afastasse de mim,
mas não vou correr atrás e querer ser perdoado!


Agora eu sei que você não entendeu nada que eu disse.
E, pelo jeito, não o faria nem se eu outras vezes repetisse!
Baby, como você se sente me fazendo mal, heim?
Espero que isto de agrade de maneira surreal, meu bem!
Hey, baby, deixe-me com meus papéis de contas a pagar:
eu não quero te amar com este terrível viés! Eu não quero te amar!




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Enterro de Ti


Beijei-te numa noite
onde nem sei mais o que foi.
Senti algo diferente
algo único, sem antes ou depois.
Peguei teu nome e montei
algo que não saberei fazer novamente, oh!
Pequei por ter fome de te amar
com a força do oceano, depois tudo viraria pó!

Beijei-te numa cama
onde teu primo ia dormir pela manhã.
Comi o teu jantar
e bebi a seiva que corria em tua maçã.
Algo que nunca antes eu senti, nunca vivi
um amor que me fizesse tanto bem e feliz!
Te amar me fez tão melhor e sadio
que esquecer da finitude me veio - assim eu fiz!

Tudo em ti me agrada
como nunca antes alguém teve como fazer.
Tudo agora me mata,
pois saber que tu foste embora de mim pra valer
corrói meu cérebro e meus dias. Nada
como passar o dia de Ano Novo contigo e nada mais.
Nada como saber que o tempo podia passar
mas que em ti, ali, eu teria tudo o que podia ter, teria paz.

Agora nada mais me resta do que enterrar tua lembrança,
enterrar a esperança de ter novamente em mim.
Agora nada mais presta do que esperar o esquecer de ti,
esquecer o que foi de nós e viver algo melhor outrossim.
Enterrar tua memória.
Enterrar as promessas,
as noites de glória
e de prazer debaixo das cobertas...
Enterrar-te...Enterro de ti




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Azul Noite



Ele sai à noite buscando algo novo, além.
Uma voz diz dentro dele pra continuar,
mesmo que os pés e as pernas também
peçam pra ele à seguridade materna voltar.
Baby, eu queria apenas te beber no ópio da noite pagã.
B-b-baby, queria apenas te beijar sem saber do amanhã.


Corre, corre longe com o medo de Satanás.
Uma bela voz vem na sua mente e a ele diz:
"Não olhe para o passado! Não olhe pra trás,
pois a vida passa sem esperar que sejamos feliz"
Baby, eu queria apenas dançar comigo na luz da escuridão,
fingindo não saber que o medo do escuro move toda paixão.

Baby, apague as luzes e baixe o ego,
que esta noite eu me vendo e te pego.
In the poison eu vou beber o meu eu
e perder a certeza que meu Deus
um dia pensou em mim como pueril!
Baby, apague as luzes, cale a boca - psiu!
Baby, eu desejaria tanto dançar contigo na escuridão das horas
e me perder no passar dos dias e até minha dose final ir embora,
m-m-mas não sobrou muito de Valium para te dopar.
E o teu amor por mim foi junto com a pílula se acabar


domingo, 2 de outubro de 2011

Pop Porn



Ligo e nada mais ouço.
Seu ar de superior me dá nojo.
Ainda não sei a razão pra ligar
se em ti apenas o sexo foi combinar!
E é como eu digo sempre:
Me encantei por um verga e nada mais!
Agora posso ir buscar algo melhor, ir atrás
de algo que tenha algo a dizer,
porque falar sozinho é de foder!
E tudo que você pode dizer é blá blá blá
"como sua vida vai?" "como ela tá á á á?"
Todo posando de "eu estou bem, querido",
quero que você enfie o telefone no seu furico!
Juro como não ligo mais, baby!
Quero que tua voz minha mente deixe!
Isso já teria ocorrido se eu não
te ligasse toda semana - sou bobão!
E é como eu sempre digo:
Me enamorei por uma verga e apenas isso,
não é por você ser bem dotado que de você preciso!

E tudo que você pode dizer é blá blá blá
"como sua vida vai?" "como ela tá á á á?"
Todo posando de "eu estou bem, querido",
quero que você enfie o telefone no seu furico!

Guarde seus dizeres para si mesmo, guy!
Pretendo viver agora assim na maior paz!
O espaço que ela deixou em mim pode ser completado
por duas das mesmas ou ainda mais, caro amado!
Cale a boca que eu preciso ir embora viver,
já que perdi já muito tempo com sua cara de desprazer!




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nublado



Existe um lugar além daqui perto do mar.
Um lugar onde eu posso ir para sonhar.
Um lugar onde eu posso e saberei sorrir,
onde o Mal não terá como me bater ou ferir.

Existe um lugar por cima das nuvens de mel.
Um lugar onde eu não serei humilhado nem réu,
onde será livre a liberdade e a verdade será lei,
onde ninguém morrerá por ser pobre ou gay.

Nuvens para eu comer
com doces de bom sabor.
Nuvens para eu saber
que além do céu existe amor
e que além da dor fugaz
pode haver algo de bom, algo tão terrível quanto a paz.

Pleasure Cigarette



Melhor pensar duas vezes antes de amar.
Melhor amar duas vezes a si do que a um qualquer.
Por que você não me acende
um cigarro agora?
Por que você nunca me atende
como outrora?

Todas as noites que eu criei,
todas as vidas que eu perdi
pensando em como te ter mais uma vez,
tudo o que eu fui para ti,
e que agora nada mais sou
além do que uma promessa
que nunca se realizou!

Seria tão mais fácil se fôssemos apenas amigos,
ou se eu perdesse a vontade de ter comigo aqui.
Por que você ainda me oferece
o cigarro que te dei?
Por que minha cabeça não esquece
que um dia te amei?

E todas as tolas noites que morreram,
todas as vidas que eu perdi
pensando em como te ter mais outra vez,
tudo o que eu fui para ti,
e que agora nada mais sou
além do que uma promessa
que nunca se realizou!

domingo, 25 de setembro de 2011

Centro da Cidade



Caminhando discreto
pelo caminho até o centro,
Percebo
que todo mundo é sozinho
até que se prove o reverso.

Vou chorando
esperando o sol parar de me queimar.
Vou cantando
ua música que apenas quem me ama
vai um dia ter como escutar.

Não vou conseguir seguir até o centro da cidade
sem meu cambão de sempre, sem meu passaporte
que me leve para longe dos haters de pouca idade,
que me faça feliz em Fortaleza, que me teletransporte.

Tropeçando na calçada,
Ninguém olhou
minha queda com ar de ajuda.
Esta cidade está virando mais uma
selva, cheia de gente desalmada.

Vou chorando,
sim eu vou chorando pela Beira Mar,
esperando a porra de um carro
ao qual meu DPVAT possa ganhar,
ao qual eu saiba o que dizer além de "Vá se Ferrar!"

Não vou conseguir seguir até o centro da cidade
sem meu cambão de sempre, sem meu passaporte
que me leve para longe dos haters de pouca idade,
que me faça feliz em Fortaleza, que me teletransporte.

Eu não tenho direção,
nem sei dirigir.
Sigo nesta constipação,
sem conseguir digerir
o fato de eu ter te perdido aqui nesta cidade,
o fato de eu nem ter te pagado a última passagem no cambão.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quanto custa o amor? Onde eu posso comprar?


Estende-se uma mão
e pede-se algo co'a outra - pois, não!
Esta vida é uma selva
de cães sem dono e de cadelas pagãs!
Mas eu tenho dinheiro bastante para
gastar com minha pele, com minha torpeza vã!

Este é o preço de viver.
É o preço de aqui viver.
Saber que a vida se pode comprar
e que a morte com muitos Euros se pode adiar.

Entenda-se um sim ou não,
mas a beleza destas pessoas
ainda cabe na compra de meu cartão.
Se eu tiver dinheiro para comprar...
Se eu tiver dinheiro para comprar...
Se eu tiver dinheiro para gastar,
sei que o teu amor eu posso amealhar...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Je n'veux pas



Vestido branco
abrindo minha mente,
invadindo meu sonho
de beleza duvidável
e de certeza terrível.

Onde você estará?
Eu sei a resposta
para minhas próprias
questões, mas isto
não me fez menos perdido.

Nos dias de chuva,
eu sinto teu cheiro exalado pela rua quente.
Nas crianças de rua,
eu sinto saudade de quando tudo nos era inocente.
Epifanias e outras besteiras
já não podem mais trazer tua voz para minha boca.
Tristeza e outras melancolias
não vão me fazer ser mais forte nem menos louca...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Balada Endiabrada


Dancei com ele
ontem de noite.
Eu tentei perceber
qual era a dele,
mas ele não me
deixou ver por
debaixo do pano negro.
Ele me disse que se eu o beijasse,
se eu com ele dançasse,
se com ele a noite toda passasse,
podia ser alguém além do que sou,
podia ver além do que bem e do que sobrou,
mas dentro de mim,
dentro de meu euzin',
vi o que ele queria,
dei para trás e perdi
minha companhia
naquela noite que se foi
por entre minhas memórias tolas.
Toda memória é tola.

Eu pedi que ele me deixasse,
pedi que meu corpo soltasse,
que meus lábios largasse,
mas ele foi embora e tudo de mim levou,
e agora cá eu sem lábios e sem corpo estou.



sábado, 17 de setembro de 2011

Janela Diabólica



Vi uma bela donzela
a chamar-me à porta.
Vi um bela donzela
a beijar co' sua boca torta.
Ela me disse que viver é arte de poucos,
disse que viver dói para quem saber pensar
e que há apenas eterna alegria para loucos,
pois viver é a arte de a cada dia se matar.

Vivi com esta donzela
pois ela me deu seu amor.
Vendi minha alma a ela
e por isso ao céu eu não vou.
Ela me disse: mon amour, je te veux!
Mas meu francês não foi bom para tanto.
Ela seguiu e me beijou e me fez heureux,
mas aqui dentro não ela que eu quero, que amo.

Segui meu sonho pagão,
tentando esquecer o antigo,
mas o belo de meu eu pagão
é que em mim nada é proibido.
Eu vi meu passado e meu presente
juntos mais uma vez na minha esquina.
Tentei parar de olhar, mas, inocente,
minha vida já fugia da graça divina.

Mas lá bem fundo, lá dentro de mim,
há algo que realmente eu queria te mostrar!
Eu vendi minha alma para Satanás
para te esquecer,
mas nem o poder de todo o Rei dos Infernais
teve como acabar com o que eu tenho aqui em mim.
E a janela já fechou...Mas ela ainda pode dizer que voltou...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O demônio bateu na minha porta e disse Oi!



Quando te liguei
naquele dia queria mais do que ligar.
Quando em ti pensei
naquele dia queria mais do que pensar.

E agora eu sinto tão bom andar em esferas de pensamento,
ficar aqui girando,
girando, andando por entre o diâmetro e o raio deste círculo,
pensando quando eu vou querer apenas o que tu me ofereces,
quando eu ainda nem sei porque ainda penso em posses, baby.

Mas no Sol de amanhã eu sei que podemos brilhar
por entre as estrelas do LSD e por entre a droga do amor,
bebendo ritalina ou cheirando cocaína
na metade da via que leva para a perdição,
na metade do círculo que leva para teu perdão-ão-ão-ão...

Círculo, circo eu ando em.
Circos, círculos eu ando em.

Não me toque assim e nem
pense que sou vazio por assim andar.
Eu passei por tudo o que fui
e agora o que me alegra é o que m'virá!

Apenas pare e m'veja andar.
Apenas pare e m'veja andar assim.
Apenas parta e me deixa amar
que o tempo sempre cobra sem carinh'
pelo que nos oferece...
pelo que nos oferece...
pelo que nos oferece...desce...desse...esse sou eu...


domingo, 11 de setembro de 2011

Du bist meine Nutte!



Corpo fechado e oração,
vou eu rezando pra ti
e contigo vivendo a comunhão.

Tu poderias achar-me vão,
ou até me dizer coisas ruins
por eu não ser um dileto cristão,

Mas, baby, eu quero curtir teu pecado em mim
e quero morrer na efemeridade do agora, sim!
Baby, conte-me histórias católicas e me faça dormir,
porque só assim há como eu não te possuir.

E o meu corpo vai fechado,paixão,
vai rezando por nós dois
e em nós dois existindo em comunhão.

Eu sei que tu poderias amar-me no chão,
mas faz barulho e assim os vizinhos
já já vem perturbar, batendo no portão,

Mas, baby, eu quero curtir teu pecado em mim
e quero morrer na efemeridade do agora, sim!
Baby, conte-me histórias católicas e me faça dormir,
porque só assim há como eu não te possuir.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Besta d'Aquiraz



Negros olhos de noite terrível,
qual a noite de Satã no reino infernal,
sob a luz dos três sóis do inferno,
sob a luz dos olhos d'Hércuba, a infernal!
Flores pisadas e olhos de sangue
sob a estrada que leva para a Igreja Central.
O caminho vai sendo percorrido
por entre os gritos passados
e os que hoje hão de ser aqui vindouros!
A glória não há de prevalecer por
entre as negras asas os morcegos do mal,
nem sob os plumas diabólicas dos
anjos caídos do rincão celestial!
Esta é a fera que roda por entre a cidade!
Esta somos as feras que mentem em sanidade!
Seria melhor que passasse o tempo
ou que se congelasse este tormento,
para que tivéssemos como esquecer do que temos feito,
esquecer do que temos por aí comido, desfeito!



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O eu-poema do ano de 2011

"No lado negro da minha alegria,
há algo além de mim e de fantasia,
há algo que eu apenas quis a ti mostrar,
mas que é muito nocivo para se revelar"




Trilhando
algo para
fazer
por entre
a minha
eterna
e doída solidão.

Caminhando
eu vou
pela estrada
cega e
muda
que me leva
pra prisão.

Eu daria meu futuro para voltar atrás
e saber onde eu fui me perder da paz.

Vivendo
algo para
além
do agora
e para depois
do talvez.

Bebendo
no ábaco
do tempo
e sabendo
que eu vou
perecer sem tua tez outra vez.

E eu daria meu futuro para voltar atrás
e saber onde eu fui perder a minha paz,
pois eu sei e apenas eu sei a falta que ela me faz.

Daria minha vida para saber.
Eu daria minha vida para saber
onde fui minha paz eu perder...

domingo, 4 de setembro de 2011

Vestida de Azul, qual a Igreja perto do Beira Mar


Branca Flor de pele morena,
vi teu vestido voando pelo ar da Beira Mar,
vi teu vestido dançando par'além dacolá!

Pletoricamente fico ao te ver,
qual uma flor que sabe que será beijada,
qual a noite quando chega a madrugada!

Branca Flor de olhos de profundidade,
eu sei que nada pode fazer que tu me vejas,
eu sei que nem sabes que existo - quiçá me deseja!

Na Igreja Azul da cidade eu vou te caçar
como quem caça algo que se possa achar.

Na vertente azul deste oceano vou te rever
como é certo ter algo ruim agora na TV!

Sem crucificação não há perdão


Oh j'veux ton coeur, mon amour...

Amar é buscar morrer por nada,
temer a terrível e própria solidão,
se iludindo c'uma pessoa criada
por nossa própria falta de auto-paixão.

Eu vou matar teu rosto no calvário do pecado.
Eu vou dançar na tua cara e na tua lembrança,
como se tudo fosse permitido e fosse celebrado,
que viver te amando não me é bonança!
Eu vou tomar o que eu ainda tenha na mente
e vou jogar aos leões de Israel, não ligando
se quem vai morrer sou eu ou tu somente,
porque cansei de te olhar algo desejando.
Amar vai me matar!
De amor vou morrer,
mas, assim, tua lembrança,
ao menos, vai minguar!

Nós não fomos algo memorável, amor.
E com isso eu me agarro e penso que vivo
como se eu mesmo tivesse matado Rousseau,
depois de ter me internado num hospício.

Eu vou matar ton coeur no calvário de Stalingrado.
Hei de dançar na tua cara e em ti não ter confiança,
como se tudo fosse permitido e fosse anunciado,
que viver nesta bosta não me é bonança!
Eu vou tornar o que eu ainda lembro que fui
e vou jogar aos leões de Israel, não ligando
se quem vai morrer sou eu ou se de novo Jesus,
porque cansei de te olhar algo, terrível e maldito anjo!
Amar vai me matar!
De amor vou morrer,
mas, assim, tua lembrança,
ao menos, vai minguar!

sábado, 3 de setembro de 2011

Moonlight Club


Estarei alto esta noite
e vou te mostrar as pecandades
que eu posso te fazer,
mas não pense que seremos irmandade
ou coisa séria assim.
Esta noite eu sou a Lua 
que para todos deve brilhar!

Vou tomar todas as benzodiazepinas
e beber o viagra das ritalinas,
porque esta noite a bosta do mundo
não vai ter como me deter!

Estarei alto demais para te amar,
estarei alto demais para de ti m'lembrar,
mas não pense que se falar em Deutsch
não hei de entender!
Mas não pense que se falar Français
eu não vou te compreender!
Esta noite todas as línguas do mundo
podem por mim passar,
porque o idioma único de hoje é o luar!

Não importa se vai acabar ist'amanhã,
nem se morrer em vida é anti-fé cristã,
não quero saber se o mundo vai acabar,
basta que eu nele possa ainda morrer!

Hoje eu quero casar com a escuridão das ruas,
morrer ébrio e solitário apenas beijando a Lua.
Hoje não tem motivo para chorar por ti, anjinho!
Hoje meu corpo vai te enterrar com gosto e carinho
de onde tua lembrança vai ter como morrer em paz.
Esta Noite a Lua e apenas Lua é quem me satisfaz.

Bolhas de Vento



Bolhas ao sabor do vento,
dançando por entre as crianças,
por entre as minhas lembranças,
confiança que tive no que virá,
desconfiança de como as coisas foram ficar.

Cinema e chocolate para teu sabor.
Vivia sonhando com teu cheiro,
pensando em ti com carinho, respeito,
confiando na eternidade deste domingo azulado,
mas toda eternidade acaba - agora sei, malgrado.

Mas eu ainda me lembro do que foi dito,
das promessas que o teu olhar me fez,
de como eu era feliz e alegre - bobo, talvez!

Mas eu ainda me lembro do que foi dito,
das verdades bobas que teu jeito me contava
e da forma angélica como apenas teu corpo m'amava.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Televisão


Às vezes parece meio chato esperar
por chegar em casa.
Parece algo comum esperar todo
dia pela programação da TV,
esperando por algo bom-
que eu sei que nunca vai chegar!

Tudo o que eu queria era te ver na minha TV.
Tudo o que eu queria era te ter comigo, baby.
Tudo agora podia acabar ou até morrer,
mas contigo comigo tudo melhor podia até ser,
podia até ser na TV que eu fosse te ver...

Parece tão bobo esperar
pela Televisão reprogramar nosso amor.
Parece meio idiota te amar
sabendo que para ti tudo já terminou.
Talvez à tarde possa passar uma nova versão
de nós mesmos,
talvez e mais um talvez a mais a vida podia ser
melhor, sem esta eterna contradição...

domingo, 28 de agosto de 2011

D'Estória entre o Mar e a Lua

Conta uma lenda,
que muito antes foi criada,
que a Lua serena
nunca foi pelo mar amada....


A Lua veio me dizer
que desejava ver o Mar,
mas como pode ser
este tão louco e profan'amar?

Numa noite bela e estrelada,
jogou-se a Lua para baixo,
caindo, pensando ser amada
pelo netúnico servo e escravo.

Coitada da bela noturna!
O mar já amava alguém,
já desejava outra criatura
tão bela como a Lua também.

A senhora de toda a escuridão
caiu em prantos ao saber
que era o Rei-Sol, seu irmão,
pelo Mar o amado e desejado ser.

O Sol e o Mar se possuíram sob o teto de estrelas lunar.
O Céu e o Ar viram tudo e à Deusa Lua foram contar.
Tristeza eterna e mórbidas criaturas saíram do manto da Noite
e a Terra passou por mil anos de treva e de açoite,
até que a Lua voltou a se apaixonar pela estrela de Alá,
aquela que brilhou sempre ao seu lado,mas que só agora foi notar...

sábado, 27 de agosto de 2011

A máscara da Noite


A escuridão veio m'avisar
que ela sabe onde estou.
Espero que possa m'achar,
que ser perdido me cansou.

O mal destas horas fatais
é que elas sempre passam,
seguindo seu desfecho fugaz,
além das vozes que calam.

Eu não quero ficar assim,
esperando o fim de tudo, o fim de mim.
Quero abusar da minha idade,
morrer o segundo de ilusão, vivacidade

que ainda posso soltar,
que ainda posso moldar
conforme as vozes que ouvi.
A escuridão me fez existir.
***
Quando senti que não ia ser o mesmo d'antes,
quando vi que nada seria eterno, me fiz bacante.
Matei minha seriedade, vesti uma máscara,
como aquelas que em Veneza se vendia na praça.
E quando você mesmo se detesta, quando nada vale a pena,
vem uma vontade de se matar. Como Páris fez a Helena,
eu vim de muito longe, Noite, para te raptar.
Desejo ter teu corpo noturno aqui, por todo este luar.
***
A Noite me veio dizer
que me achou além do mar.
Eu fui com ela me ver,
fui com ela me encontrar.

Sábio e cheio de instrução.
Não quero mais viver assim,
longe desta doce escuridão
e beijando teu batom carmim.


Eu não quero ficar assim,
esperando o fim de tudo, o fim de mim.
Quero abusar da minha idade,
morrer o segundo de ilusão, vivacidade

que ainda posso soltar,
que ainda posso moldar
conforme as vozes que ouvi.
A escuridão me fez existir.


domingo, 21 de agosto de 2011

De meus pés pela Cidade



Passando pelas ruas
da cidade caída,
de sonhos e de pesadelos
passados carcomida,
sinto de repente
que te vejo por entre as nuvens,
mas é tolice:
tu não mais és aqui.
Ande nisso que eu disse.
Ande nisso que eu desejo.
Amar e amor são belos para se ter,
mas a dor da perda
me fez suplantar a vontade de viver...
Não existe eu sem ti.
Não existe motivo de eu existir.
As ruas passam pelas
janelas do buzão
e tudo parece diferente agora,
agora que tua presença é ilusão
que vem e volta ao além,
que vai e volta para as nuvens
de onde eu sei
que teus olhos não vão sair.
Ande nisso que eu disse.
Ande nisso que eu desejo.
Amar e amor são belos para se ter,
mas a dor da perda
me fez suplantar a vontade de viver...
Não existe eu sem ti.
Não existe motivo de eu existir.
Isso tudo parece tão errado!
De te ainda querer sou certo,
mas minha coragem de dizer
não vence o deserto
que nos separa agora,
que te levou pra depois das nuvens,
onde meu olhar não
pode dizer o quanto desejo a ti.

13 de Maio, Avenida da Universidade,
Benfica e por toda a Cidade
teu cheiro ainda exala.
Se eu tivesse como te provar
o quão forte é meu amor,
se eu tivesse como te mostrar
que nada mais é superior
à ligação entre mim e ti,
a ligação que em 25 se criou...
Tu sabes que ainda vivo aqui,
suspirando as lembranças de teu beijo e de ti...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Piano Version



Em meus mais cálidos devaneios,
é em ti que repouso a esperança,
é em ti que o meu corpo eu deixo,
seguro de que aí estaremos em segurança.

Na vez primeira que eu dormi
quando de nossa derradeira partida,
pensei que não haveria pronde ir
quando me sentisse de novo sem saída.

Desde então todas as noites são tuas.
Não que tenhamos retornado o amor,
mas agora aprendi que as dores cruas
devem ser vividas com ímpeto e ardor.

Não me esquecerei da primeira vez.
Ainda há um amor enorme aqui,
mas vou ficar calado(do jeito que você fez).
E assim hei de esperar o último dormir.

Pela última vez desejo eu com paixão te beijar
para ter como guardar em mim o teu doce sabor,
para ainda eu ter com o que me lembrar,
lembrar de quando em ti morava por mim um amor.

Preciso de tempo para te perder dentro de mim.
Eu ainda necessito de 100 bobas vidas
para ter certeza de que meu amor teve fim,
de que não me lembrarei de nossa despedida

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Profissão de Fé



Pague-me com reais
ou como quiser.
Prefiro euros,
que dólar nada mais é!

Posso dançar para ti
e beijar teu p#$%# lindamente.
Posso fingir que nunca existi,
sendo apenas um sonho de tua mente!

Prostituta de tua alma.
Prostitua de minha fé.
Puta, vaca, vadia,
assim quero me erguer em Brasília.

Puta bela e sem calma.
Puta de morta fé.
Prostitua, galinha de muito parir,
assim quero ser rica, lindo e loira em Madrid.

domingo, 7 de agosto de 2011

Labuta Difusa



Não quero deixar
meu corpo tão simples de se ofender.
Não quis te amar
aquela vez, mas agora
parece difícil não querer parar.
Sempre fui tolo
e bobo para isto de amor e de paixão.
Não quero morrer
antes de nosso inferno astral
acabar e antes de nossas lágrimas
se juntarem mais uma vez.

Não há nada que eu possa fazer
para me livrar dos fantasmas que a Noite esconde!
Não há nada que eu possa fazer
para esconder os diabos que eu mesmo escondo!
Não há nada que eu possa fazer...
Não há nada que eu possa fazer...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cheiro de Óculos


Tessitura de cor morena.
Belo cabelo, lindo óculos.
Eu e minha alma nada serena
queremos te beijar- será que posso?

Tez escura de olhar sereno.
Quero singelo de novo teu cheiro.
Eu e meu pecado terreno
queremos te tocar - é este o jeito?

P#%%@ de A-M-O-R


Inventar algo para amar
ou desejo simplório de chamar atenção
para tua beleza interna. Coisas
do tempo de Sabbat e Salomão!
Quero um olhar diferente
do que os que eu já vi,
algo diferente e bom de s'esperar,
algo mais novo e doce
do que a porra dos anteriores!
Agora passando pelos
cantos desta droga de cidade,
tudo parece chamar minha atenção
para o que já passou, lembrando
os olhos de quem foi embora
e nem um adeus sequer me prestou.
Esta porra de amor e de paixão
só servem para destruir minhas
certezas e minhas ganas de paz,
mas eu adoro ter a certeza
de que quando isso de novo
voltar, os prós parecerão
melhores do que os contras.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

D-R-E-I ou Z-W-E-I


Primeiramente,
há de se chegar onde se quer.
Chegando ao caminho de lá,
tudo parece menos difícil
quando se pode ser o que se é.


Primeiramente,
eu quis beijar a noite sozinha,
mas o sol podia achar ruim.
Beijando-o levemente
tudo pode ser mais divertido
brincando-se a três.


Primeiramente,
eu quis beijar a noite com carinho,
mas ela tão divertida e descolada
nem notou que eu queria mais
do que apenas beijá-la.


A noite me disse doido
e me fez dançar ao sabor de sua música de ninar.
Uma Lullaby, doce Lullaby.
E tudo o que eu queria era
sentir o cheiro da lua outra vez 
no doce beijar a noite...


Primeiramente,
éramos três...
Futuramente,
dois...talvez...

Ta Couleur Noire



Pequeno ditado
que me fez pensar
nas coisas que podem ser
mesmo quando nada mais
foi.
Pequeno querido
que eu encontrei longe de
casa, perto de onde minha
doença pode se expressar já,
não depois.

Vamos tomar um vento perto do mar?
Vamos beijar absinto com Sartre?(J'aime ta couleur noire!)
Posso ser um donzelo tímido
se você se importa com isso,
bem como posso criar cores
de nuances algo Cosette de Victor!

Mamãe sempre disse para
não se apaixonar nem algo parecido,
mas a gente sempre escolhe viver
a vida da forma mais divertida,
queridinho!
Mais do que ser feliz ou alegre,
a vida exige coragem para aqueles
que querem dizer que vivos são.
Eu quero ser o futuro do presente
do teu carinho!

Dúvidas,
dívidas
por entre as franjas do mar.
Eu gosto
de saber que
a noite foi nos encontrar...

domingo, 31 de julho de 2011

Laço Eterno



Na descida das horas,
no correr do tempo,
tudo passa e nada demora,
que a vida é célere,
é mágica,
é rápida,
é célebre...
Celebrar o passar
das coisas e correr da vida,
viver como nunca antes,
como nunca a despedida
fosse chegar.
É trágico,
é mágico,
foi lástima
te perder,
mas o correr
do tempo,
o passar das horas
um dia vai me entender.

sábado, 30 de julho de 2011

Última viagem para Amsterdan

"Just give in
Don't give up baby
Open up your heart and your mind to me
Just know when
That glass is empty
That the world is gonna bend
Happy in the club with a bottle of red wine
Stars in our eyes ?cuz we're having a good time"





Era 25 quando te vi.
Sonhei com teu rosto.
Beleza que nunca perdi
dos meus olhos pagãos.
Meu jeito e teu modo
se diferenciaram
e nosso motivo de ser acabou,
mas o amor, ele sim ainda fica, ficou...
Apenas abra seu corpo para mim, baby!
Apenas desejei ter teu passado e futuro comigo,
juntar as duas esferas do teu ser, baby!
Apenas desejei mais além do que o permitido.
Agora é hora de enterrar meus mortos,
é hora de deixar teu caminho seguir sem mim...
Agora é hora de apenas nostalgia
em minha boba face de outrora alegria...
Quando no dia 6
nós nos juntamos,
quando finalmente
em viver junto sonhamos,
meu mundo foi tão colorida
que nem a Fat Boy podia destruir
as ilusões que no meu ser fui construir...
Naquela noite eu bebi muito e  o meu anjinho também.
Naquele tempo eu achei ser impossível tudo acabar,
ser eterno este amor, este carinho que ainda em mim vive,
que ainda em mim está a me matar,
mas as estrelas se apagaram e o céu se tornou inóspito para mim.
Agora eu desejo que você seja feliz e que eu consiga
ser feliz sem ti.
Espero uma nova razão para viver conseguir...
No silêncio da noite e do Dragão do Mar,
eu sonho com teu beijo no meu sul polar,
pensando ser eterno tua voz e eterno teu amor...
Baby, você me fez tão feliz que até morrer eu poderia,
ainda sim contigo aos céus subir eu desejaria,
lutando contra todos os problemas e et cetera e tal
porque amor que nem o nosso não haverá igual...



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Facies Spirituosa


Agora você diz não querer
nada de mais comigo.
Agora tudo parece diferente,
nada como era antes, antigo.
Eu sei que toda novidade pode causar medo
e sei que eu posso sofrer pelo que vai ser dito por você,
mas esta noite eu quero morrer ao som dos anjos da Lua
e ao sabor dos beijos saturnais...

Me descaracterizei,
meus planos mudei,
investi meu tempo
e meu tempo perdi
com seus problemas
e com suas dificuldades.
Agora é o depois de ontem
e o que me resta é a felicidade
porque os antidepressivos são caros
para se gastar por algo de amor tão parco!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O toque de despedida


Quando toquei tua voz naquela vez,
senti algo ir embora contigo.
Uma vez sonhei em te beijar,
mas a terra deu voltas e te longe de mim fez.
O mal se libertou quando tu o teu beijo me deste,
mas eu posso enfrentar tudo o que há de ruim em ti,
em mim.
Somos a história mais perfeita que eu tive como contar.
Toque meu corpo como a última vez.
Toque meu beijo com tua bela tez.
Esta é a valsa de nossa despedida,
é a vez última de cada uma de nossas vidas.


Serias o mesmo tu se porventura,
numa sala de tenebrosa tessitura,
um dia eu fosse estar?
Seríamos os mesmos nós que um dia foram se amar?


Quando tu te sentias tristes, eu era também.
Quando tu querias te machucar, minha voz
podia banir os demônios de tua mente,
mas agora eu te bani de mim, meu querer-bem.

O mal se libertou quando tu o teu beijo me deste,
mas eu posso enfrentar tudo o que há de ruim em ti,
em mim.
Somos a história mais perfeita que eu tive como contar.

Toque meu corpo como um certo alguém
que me ama, que me desejar sem desdém.
Esta é a valsa de nossa despedida,
é a última vez que quero te ver na vida.


Serias o mesmo tu se porventura,
numa sala de tenebrosa tessitura,
um dia eu fosse estar?
Seríamos os mesmos nós que um dia foram se amar?

Serias tu o mesmo se porventura este fosse nosso último dia na terra?
Serias tu o mesmo se por acaso eu te beijasse na frente da tua neta?
Serias tu o mesmo se porventura soubesses que nunca ninguém
mais vai te amar como eu?
Serias tu o mesmo se todo novo encontro fosse um novo adeus?

Penas ao sabor do vento



Aves queimam sob o sol
estiento,
sofrimento,
agourento que nem sei mais onde foi brilhar!

Aves podem voar,
mas elas poderiam para longe
voar
caso tu meu amor quisesse outra vez?

Aves e pássaros podem saber o que fazer com suas penas,
mas eu nem sei o que fazer com as minhas...
Eu não sei o que fazer com tuas lembranças!
Fique longe de mim!
Fique longe de mim!
Suas fotos...
Suas cartas....
Sua carne nua na minha boca tola, louca por teu amor...

Eu não sei o que fazer com minhas penas,
mas eu sei que as aves sabem voar com as delas...

Eu fotografo sob o céu de Fortaleza um anjo de óculos,
de pele moreninha, de corpo magrinho, de voz docinha,
de beijo bonzinho, de olhos sentimentais...
Eu tento fazer uma boa fotografia, mas ele foi embora...

Eu não sei o que fazer com minhas penas...
Eu não sei o que fazer para perdê-las
nem sei onde as fui ter...Sua foto vai com a carta de adeus,
mas não s'esqueça de que um dia amei seu ser...